segunda-feira, 23 de novembro de 2009

SORTEIO!!Agora é pra valer!!

Estamos dando início ao sorteio do blog Essência da Pedagogia. Como já falei, este sorteio está sendo realizado através de uma parceria com a Ática Scipione. Para concorrer basta preencher a caixinha abaixo com seus dados. A regra principal é descrever em poucas palavras a importância da Formação Continuada para você. A data prevista para efetivação do sorteio é dia 13 de Dezembro de 2009. Faça já sua incrição e convide também seus amigos  para participarem!Confira a foto do kit! Ele contém:
  • 2 bolsas(estilo eco bag)
  • 1 caneta
  • 1 lapiseira (ponta 0,5)
  • 1 bloquinho para anotações
  • 1 necessaire
  • 1 relógio de mesa
  • 1 minidicionário LUFT conforme a nova ortografia da língua portuguesa
Ainda tem mais! Só não estou colocando aqui na relação do kit porque estou esperando receber da editora os demais ítens. Assim que receber, coloco na relação! Tem também um chaveiro de felltro e tecido em formato de Corujinha, marca do Essência. Confira a foto do kit!







Agora, coloque os dados solicitados na caixinha abaixo e aguarde.!



Deus

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

SORTEIO NO ESSÊNCIA!!!!!!!!!


EM BREVE O BLOG ESTARÁ CHEGANDO A MARCA DOS 30.000 ACESSOS. E UMA DAS FORMAS QUE ENCONTREI PARA COMEMORAR JUNTO COM VOCÊ QUE SEMPRE ESTÁ POR AQUI E A VOCÊ QUE O ACESSA PELA PRIMEIRA VEZ, FOI UM SORTEIO. PARA ISTO, BUSQUEI PARCERIAS ATRAVÉS DE ALGUMAS EDITORAS. A ÁTICA SCIPIONE MOSTROU-SE TOTALMENTE DISPOSTA A ME AJUDAR E ME CONCEDEU ALGUNS BRINDES COM OS QUAIS ESTOU FORMANDO UM KIT  PARA VOCÊ, QUE IDENTIFICA-SE COM TEMAS VOLTADOS PARA A EDUCAÇÃO, QUE VALORIZA O PAPEL DOS PROFISSIONAIS QUE COMPÕEM ESTA BELÍSSIMA ÁREA DE TRABALHO. 
AINDA NESTE FIM DE SEMANA, ESTAREI POSTANDO AS REGRAS PARA QUE VOCÊ POSSA PARTICIPAR DO SORTEIO E, QUEM SABE, SER CONTEMPLADO(A) COM UM MARAVILHOSO KIT QUE, COM CERTEZA, LHE SERÁ MUITO ÚTIL NO INÍCIO DO ANO LETIVO 2010.

A G U A R D E ! ! ! ! !


Deus

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

DECLARAÇÃO DE AFETO BY RÓ!

Amizade não se compra, se conquista!


"A amizade permanente não se compra e não se vende,
não se ensina e nem se aprende, nasce e morre com a gente."

"Declaração de Afeto"

Recebi esta linda homenagem das minhas queridas amigas Lila Monteiro do Blog A arte de ensinar e aprender e da Telva Tanajura do Blog Eterno Aprendiz

A amizade é um sentimento, que chega devagarzinho pelos atos, pelo carinho, pela lembrança... E na net não é diferente, você visita um dia um blog, gosta, volta...

E assim vai crescendo o número de amigos, das atenções recebidas e dos carinhos ganhos.

Funciona assim:

- Escolhemos dez amigos para declarar a nossa amizade e os nomeamos num post.

- Em seguida visitamos seus blogs e comunicamos a nomeação.

- Cada um deverá nomear mais dez, e assim sucessivamente.

- Não há selos ou prêmios, apenas nossa declaração sincera de afeto.

- Se receber de volta é porque você realmente é considerada uma grande amiga.

Repasso para vocês com carinho e amizade!
Lila Monteiro
Telva Tanajura
Vania
Adressa Martins
Joelma Couto
Raquel
Lucinete
Blog 10em1MA
Renata Calasans

Viviane (Artesfofurinha)


Deus

terça-feira, 10 de novembro de 2009

DICAS DE ATIVIDADES SOBRE ALFABETIZAÇÃO



Como ja estamos chegando ao final do ano letivo, acredito que muitos professores ainda não sabem com que turma vão trabalhar ou se já sabem ainda não pensou no que poderá ser trabalhado em sala de aula. A primeira vista, esta postagem está direcionada aos professores alfabetizadores. Mas como sei que na realidade do nosso País muitos são os alunos que encontram-se na metade do ensino fundamental ciclo I e ainda não estão alfabetizados, creio que tais sugestões servirão para todos que tenham interesse em dinamizar tal processo.
Dentro do ciclo de alfabetização, o professor precisa lançar mão de diversas atividades práticas que visem dinamizar tal processo. Pensando nisso resolvi postar sugestões de algumas atividades que achei interessantes e que podem ser uma ferramenta significativa. Tenho certeza que seus alunos irão adorar!

Use jogos educativos nas suas aulas.
- Desenvolva atividades lúdicas com seus alunos.
- Procure introduzir cada novo conteúdo de forma diferente.
- Mude a disposição das cadeiras e mesas na sala de aula.
- Faça os alunos participarem das aulas.
- Troque de ambiente e dê aula no pátio da escola, por exemplo.
- Explore cartazes, vídeos, filmes.
- Traga jornais e revistas para a sala de aula.
- Aproveite todo o ambiente escolar.
- Elabore situações problemas para os seus alunos resolverem.
- Valorize as opiniões de seus alunos.
- Peça sugestões aos seus alunos quando for preparar suas aulas.
- Faça trabalhos em pequenos grupos ou grupos sucessivos.
- Solicite uma avaliação das suas aulas aos seus alunos.
- Incentive e estimule a aprendizagem dos seus alunos.
- Deixe transparecer que você acredita e valoriza o seu trabalho.

1- Jogo dos 7 erros : a profª elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, substitui uma letra por outra que não faça parte da palavra. A criança deve localizar essas 7 substituição.

2- Jogo dos 7 erros : a profª elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, inverte a ordem de 2 letras (ex: cachorro – cachroro). A criança deve achar esses 7 erros.

3- Jogo dos 7 erros : a profª elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, omite uma letra. O aluno deve localizar os 7 erros.

4- Jogo dos 7 erros : a profª elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, acrescenta 1 letra que não existe. A criança deve localizar quais são elas.

5- Jogo dos 7 erros : a profª escreve um texto conhecido (musica, parlenda, etc.) e substitui 7 palavras por outras, que não façam parte do texto. O aluno deve achar quais são elas.
6- Jogo dos 7 erros : a profª escreve um texto conhecido (musica, parlenda, etc.) e omite 7 palavras. O aluno deve descobrir quais são elas.

7- Jogo dos 7 erros : a profª escreve um texto conhecido (musica, parlenda, etc.) e inverte a ordem de 7 palavras. O aluno deve localizar essas inversões.

8- Jogo dos 7 erros: a profª escreve um texto conhecido (musica, parlenda, etc.) e acrescenta 7 palavras que não façam parte dele. A criança deve localizar quais são elas.

9- Caça palavras: a profª monta o quadro e dá só uma pista: "Ache 5 nomes de animais" por exemplo.

10- Caça palavras : a profª monta o quadro e escreve, ao lado, as palavras que o aluno deve achar.

11- Caça palavras no texto: dá um texto e destaca palavras a serem encontradas por ele, dentro do texto.

12- Jogo da memória : o par deve ser composto pela escrita da mesma palavra nas duas peças, sendo uma em letra bastão, e a outra, cursiva.

13- Jogo da memória: o par deve ser idêntico e, em ambas as peças, deve haver a figura acompanhada do nome.

14- Jogo da memória: o par deve ser composto por uma peça contendo a figura, e a outra, o seu nome.

15- Cruzadinha: A profª monta a cruzadinha convencionalmente, colocando os desenhos para a criança pôr o nome. Mas, para ajudá-las, faz uma tabela com todas as palavras da cruzadinha em ordem aleatória. Assim, a criança consulta a tabela e "descobre" quais são os nomes pelo número de letras, letra inicial, final, etc.
16- Cruzadinha: A profª monta a cruzadinha convencionalmente, colocando os desenhos para a criança pôr o nome. Mas, para ajudá-las, faz um quadro com todos os desenhos e seus respectivos nomes, para que a criança só precise copiá-los, letra a letra.

17- Cruzadinha: A profª monta a cruzadinha convencionalmente, colocando os desenhos para a criança escreva seus nomes.

18- Bingo de letras : as cartelas devem conter letras variadas. Algumas podem conter só letras do tipo bastão; as outras, somente cursivas; e outras, letras dos dois tipos, misturadas.

19- Bingo de palavras: as cartelas devem conter palavras variadas. Algumas podem conter só palavras do tipo bastão; as outras, somente cursivas; e outras, letras dos dois tipos.

20- Bingo: a profª deve eleger uma palavra iniciada por cada letra do alfabeto e distribuí-las, aleatoriamente, entre as cartelas. (+/- 6 palavras por cartela). A profª sorteia a letra e o aluno assinala a palavra sorteada por ela.

21- Bingo : as cartelas devem conter letras variadas. A profª dita palavras e a criança deve procurar, em sua cartela, a inicial da palavra ditada.

22- Quebra cabeça de rótulos : a profª monta quebra cabeças de rótulos e logomarcas conhecidas e, na hora de montar, estimula a criança a pensar sobre a "ordem das letras"

23- Dominó de palavras: em cada parte da peça deve estar uma palavra, com a respectiva ilustração.

24- Ache o estranho: a profª recorta, de revistas, rótulos, logomarcas, embalagens, etc. Agrupa-os por categoria, deixando sempre um "estranho" (ex: 3 alimentos e um produto de limpeza; 4 coisas geladas e 1 quente; 3 marcas começadas por "A" e uma por "J"; 4 marcas com 3 letras e 1 com 10, etc.) Cola cada grupo em uma folha, e pede ao aluno para achar o estranho.

25- Procure seu irmão : os pares devem ser um rótulo ou logomarca conhecidos e, seu respectivo nome, em letra bastão.

26- "Procure seu irmão": os pares devem ser uma figura e sua respectiva inicial.

27) Jogo do alfabeto: Utilize um alfabeto móvel (1 consoante para cada 3 vogais).
Divida a classe em grupo e entregue um jogo de alfabeto para cada um.
Vá dando as tarefas, uma a uma:
v levantar a letra ___
v organizar em ordem alfabética
v o professor fala uma letra e os alunos falam uma palavra que inicie com ela.
v formar frases com a palavra escolhida
v formar palavras com o alfabeto móvel
v contar as letras de cada palavra
v separar as palavras em sílabas
v montar histórias com as palavras formadas
v montar o nome dos colegas da sala
v montar os nomes dos componentes do grupo

28) Pares de Palavras
Objetivo: utilizar palavras do dicionário
Destreza predominante: expressão oral
Desenvolvimento: O professor escolhe algumas palavras e as escreve na lousa dentro de círculos (1 para cada palavra). Dividir a classe em duplas. Cada dupla, uma por vez, dirigir-se-á até a lousa e escolherá um par de palavras formando uma frase com elas. A classe analisará a frase e se acharem que é coerente a dupla ganha 1 ponto e as palavras são apagadas da lousa. O jogo termina quando todas as palavras forem apagadas.

31) Treino de aliterações
Em uma folha com figuras, a criança deve colorir as que comecem com a mesma sílaba de um desenho-modelo (por exemplo, desenho-modelo: casa; desenhos com a mesma sílaba inicial: caminhão, cama, caracol; desenhos com sílabas iniciais diferentes: xícara, galinha, tartaruga). A mesma atividade pode ser depois repetida enfatizando-se a sílaba final das palavras

32) Treino de consciência de palavras
Frases com palavras esquisitas, que não existem de verdade, são ditadas para a criança, que deve corrigir a frase. Substitui-se a pseudopalavra por uma palavra correta. Por exemplo, troca-se "Eu tenho cinco fitos em cada mão" por "Eu tenho cinco dedos em cada mão". Nesse jogo, palavras irreais são trocadas por palavras que existem de verdade, deixando a frase com sentido. Mostra-se que, ao criar frases com palavras que não existem, essas não têm significado.

33) Batucando
A professora fala uma palavra e o aluno "batuca" na mesa de acordo com o número de silabas.

34) Adivinha qual palavra é: A professora fala uma palavra (BATATA) e os alunos repetem omitindo a sílaba inicial (TATA) ou a final (BATA)

35) Lá vai a barquinha carregadinha de ...
A professora fala uma sílaba e as crianças escolhem as palavras.

36) Adivinhando a palavra
O professor fala uma palavra omitindo a silaba final e os alunos devem adivinhar a palavra. (ou a inicial)

37) Quantas sílabas? Fala uma palavra e a criança risca no papel de acordo com o número de sílabas (ou faz bolinhas)

39) Descoberta de palavras com mais de um significado
Com essa atividade, os alunos perceberão que palavras iguais podem ter significados diferentes. Ajude-os a formar frases com as palavras: manga, botão, canela, chato; corredor; pena, peça; etc

41) Escrita com música: 1) dividir os alunos em equipes de 4 elementos; 2) distribuir, entre as equipes, uma folha de papel; 3) apresentar às equipes uma música previamente selecionada pelo professor; 4) pedir que o aluno 1 de cada uma das equipes registre, na folha, ao sinal dado pelo professor, suas idéias, sentimentos, emoções apreendidas ao ouvir a música; 5) solicitar-lhe que, findo o seu tempo, passe a folha ao aluno 2, que deverá continuar a tarefa. E assim sucessivamente, até retornar ao aluno 1, que deverá ler o produto final de todo o trabalho para toda a classe.
Observação: a folha de papel deverá circular no sentido horário.

42) Conversa por escrito: 1) dividir a classe em duplas; 2) entregar a cada uma das duplas uma folha de papel; 3) pedir às duplas que iniciem uma conversa entre seus elementos (ou pares), mas por escrito.
Observações: 1) a dupla poderá conversar sobre o que quiser, mas deverá registrar a conversa na folha recebida; 2) a dupla não precisará ler sua conversa à classe; apenas o fará, se estiver disposta a tanto.
Objetivo específico dessa atividade: ensejar a reflexão sobre as diferenças entre a linguagem oral e a escrita.

43) Interpretando por escrito: 1) dividir os alunos em equipes de 4 elementos cada uma; 2) numerá-los de 1 a 4; 3) distribuir, entre as mesmas, pequenas gravuras (se possível de pinturas abstratas); 4) solicitar que cada uma das equipes registre, por escrito, o que entendeu sobre os quadros propostos; 5) ler as interpretações obtidas.

44) Brincando com as cores: 1) dividir a classe em equipes de 4 elementos; 2) numerar os participantes de cada uma; 3) distribuir, entre elas, as cores: atribuir uma cor (vermelho, verde, amarelo, azul, etc.) a cada uma das equipes ou grupos; 4) pedir que cada um dos elementos de cada uma das equipes registre, numa folha de papel que circulará entre os participantes, suas impressões a respeito da cor recebida; 5) solicitar das equipes a leitura das impressões registradas.
Observações: a mesma atividade poderá ser realizada, mas sem a entrega de cores às equipes. Neste caso, cada um dos grupos deverá produzir um pequeno texto sobre uma cor, sem nomeá-la, mas procurando "dar pistas" a respeito da mesma, a fim de que os colegas possam descobri-la. Algumas equipes poderão ler seus textos e, se a cor não for descoberta, o professor poderá organizar uma discussão sobre esse fato, apontando, alguns fatores que talvez tenham dificultado a não identificação. Outra atividade com cores poderá ser a dramatização por meio de gestos, ou mímica, de uma cor escolhida pela(s) equipe(s).

45) Compondo um belo texto-poema:1) dividir os alunos em equipes ou grupos; 2) indicar a cada uma três substantivos - chave do poema: mar, onda, coqueiro; 3) marcar, no relógio, 10 (dez) minutos para a composição dos poemas; 5) expor, no mural de classe, os textos produzidos pelas equipes.

46) Cinema imaginário: 1) dividir a sala em equipes ou grupos; 2) apresentar às equipes três ou quatro trechos (curtos) de trilhas sonoras de filmes; 3) solicitar que os alunos imaginem cenas cinematográficas referente às trilhas ouvidas; 4) interrogar os alunos sobre o que há de semelhante e o que há de diferente nas cenas imaginadas por eles.

"A partir das respostas a essas perguntas, o professor discutirá, com os alunos, o papel do conhecimento prévio e o das experiências pessoais e culturais que compartilhamos, para que possamos compreender textos (verbais, não-verbais, musicados, ...)

47) Criação de um país imaginário: 1) dividir os alunos em equipes ou grupos; 2) pedir-lhes que produzam um texto, com ou sem ilustração, descrevendo um país imaginário, de criação da equipe; 3) solicitar que cada uma dessas leia para as demais o texto produzido por ela; 4) afixar, no mural da sala, os textos produzidos pelas equipes.

48) " Se eu fosse ...": 1) dividir a classe em equipes ou grupos; 2) pedir que cada uma complete as lacunas ou pontilhado com o nome de um objeto, animal, planta, personagem ou personalidade humana que gostaria de ser; 3) solicitar que escrevam e/ou desenhem a respeito do que gostariam de ser; 4) pedir que exponham suas produções aos colegas; 5) sugerir que as coloquem no mural ou varal de classe.

49) Homem e natureza ou homem x ecologia: 1) dividir a classe em equipes ou grupos; 2) pedir que ouçam as canções "Sobradinho" – Sá e Guarabira ( disco 10 anos juntos, BME – RCA, CD ou DVD) e "Passaredo" – Francis Hime e Chico Buarque ("Meus caros amigos" – Philips); 3) explicar aos alunos o seguinte: a canção "Sobradinho" trata do rio São Francisco, que nasce na região Sudeste e deságua na região Nordeste do país, e das conseqüências do represamento dessas águas para a população que vivia nos municípios de Remanso, Casa Nova, Santo Sé, Pilão Arcado... com a construção de uma barragem no salto do Sobradinho. A canção "Passaredo", por sua vez, focaliza a destruição da fauna e o desequilíbrio do ecossistema, provocados pelo homem; 4) solicitar às equipes que comentem, escrevam e/ou desenhem sobre o que compreenderam a respeito de cada uma das canções ouvidas por eles.

AS ATIVIDADES AQUI SUGERIDAS FORAM ENCONTRADAS EM GRUPO DE PROFESSORESDO GOOGLE. CASO VOCÊ SAIBA O NOME DO AUTOR ENTRE EM CONTATO. POIS FAÇO QUESTÃO DE DIVULGÁ-LO.

Deus

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O Papel do professor na qualidade da Educação Infantil


Foto de Professores da Rede Municipal no Curso de Formação Continuada para professores de Educação Infantil de Coração de Maria - BA

A Educação Infantil no Brasil funciona em creches, pré-escolas, centros ou núcleos de Educação Infantil como também em salas anexas a escolas de Ensino Fundamental que atendem crianças de 0 até 6 anos de idade. Todas as instituições de Educação Infantil localizadas em um município, sejam públicas ou privadas, compõem, juntamente com as instituições de Ensino Fundamental e Médio, mantidas pelo poder público, e os órgãos de educação, o sistema de ensino correspondente (municipal ou estadual). As instituições de Educação Infantil destinam-se às crianças, brasileiras e estrangeiras, sem distinção de gênero, cor, etnia, proveniência social, credo político ou religioso, com ou sem necessidades especiais. Cabe às gestoras e aos gestores das instituições de Educação Infantil permitirem a matrícula ao longo de todo o ano letivo, sempre que houver vaga disponível. Entretanto, matricular ou não uma criança de 0 até 6 anos na instituição de Educação Infantil é um ato de livre vontade das mães e dos pais e/ou responsáveis pelas crianças. A Educação Infantil “tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até 6 anos de idade em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade” (art. 29 da LDB). A Política Nacional de Educação Infantil parte dessa finalidade para estabelecer como uma de suas diretrizes a indissociabilidade entre o cuidado e a educação no atendimento às crianças da Educação Infantil (BRASIL, 2005a).
Os professores e os demais profissionais que atuam nessas instituições devem, portanto, valorizar igualmente atividades de alimentação, leitura de histórias, troca de fraldas, desenho, música, banho, jogos coletivos, brincadeiras, sono, descanso, entre outras tantas propostas realizadas cotidianamente com as crianças. 

Os profissionais que atuam diretamente com as crianças nas instituições de Educação Infantil são professoras e professores de Educação Infantil, portanto necessitam:

  • Garantir o bem-estar, assegurar o crescimento e promover o desenvolvimento e a aprendizagem
    das crianças da Educação Infantil sob sua responsabilidade, as professoras e os professores de Educação Infantil:
  • Asseguram que bebês e crianças sejam atendidos em suas necessidades de saúde: nutrição, higiene, descanso e movimentação;
  • |Asseguram que bebês e crianças sejam atendidos em suas necessidades de proteção, dedicando atenção especial a elas durante o período de acolhimento inicial (“adaptação”) e em momentos peculiares de sua vida;
  • Encaminham a seus superiores, e estes aos serviços específicos, os casos de crianças vítimas de violência ou maus-tratos;
    Possibilitam que bebês e crianças possam exercer a autonomia permitida por seu estágio de desenvolvimento;
  • Auxiliam bebês e crianças nas atividades que não podem realizar sozinhos;
    Alternam brincadeiras de livre escolha das crianças com aquelas propostas por elas ou eles, bem como intercalam momentos mais agitados com outros mais calmos, atividades ao ar livre com as desenvolvidas em salas e as desenvolvidas individualmente com as realizadas em grupos;
    Garantem as condições de trabalho necessárias ao desempenho de suas funções: tempo, espaço, equipamentos e materiais.
  •  Participam de programas de formação regular e continuada promovidos pelos sistemas de ensino ou pelas instituições nas quais trabalham.
  • Disponibilizam entre si informações relevantes para a realização de suas funções.
  • Garantem oportunidades iguais a meninos e meninas, sem discriminação de etnia, opção religiosa ou das crianças com necessidades educacionais especiais;
  • Valorizam atitudes de cooperação, tolerância recíproca e respeito à diversidade e orientam contra discriminação de gênero, etnia, opção religiosa ou às crianças com necessidades educacionais especiais, permitindo às crianças aprender a viver em coletividade, compartilhando e competindo saudavelmente.


Deus

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

História Infantil! Coisa boa de contar!

Este livro foi utilizado na aula do Curso de Formação aqui do Município cujo tema foi: A criança de seis anos e as Áreas de Conhecimento e o outro tema foi Alfabetização e Letramento. Demos uma cópia desta história aos Professores como lembrança.

Com você, a história: As Coisas que a gente fala

 

Deus

terça-feira, 20 de outubro de 2009

FALAR SOZINHO: AMIGO INVISÍVEL OU IMAGINÁRIO, COMO ISSO É COMPREENDIDO NAS PESSOAS COM SÍNDROME DE DOWN

Este artigo pertence a Marina da Silveira Rodrigues Almeida
Consultora em Educação Inclusiva,
Psicóloga e Pedagoga Especialista
Instituto Inclusão Brasil
marina@iron.com.br
Estou utilizando-o com autorização da Liamara. Pois a mesma divulgou este artigo no grupo de professores de Ed. Infantil na União de Educadores. É interessante compartilhar com você educador que muitas vezes vê-se diante de situações onde o trabalho com a inclusão de crianças com síndrome down evidencia-se em sala de aula

É comum os pais surpreenderem seus filhos com síndrome de Down em solilóquio (fala de alguém consigo mesmo) e muitos o chamam "amigo invisível" ou "imaginário" com o qual a criança passa o tempo a brincar e a conversar, contando-lhe todos os seus problemas. Mas isso é frequentemente comum em todas as crianças.
Muitos pais e cuidadores refletem uma preocupação exagerada quando surpreendem as crianças conversando sozinhas, logo associam que isso está associada à síndrome de Down e ou problemas psicológicos. Sabemos estatisticamente que 81% das pessoas com síndrome de Down manterão solilóquios, dentro de uma faixa etária de 11 a 83 anos sendo algo que fará parte de sua constituição e nem por isso é um fator patogênico.
Muitos pais acham que somente o filho único tem o "amigo invisível" ou imaginário", mas isso é um mito. As crianças, quando estão brincando sozinhas, gostam de imaginar que tem um amigo invisível, e para isso falam com ele, riem e até chegam a ficar zangadas e ficarem dias "de mal".
Mas, na primeira infância não há motivos para estas inquietações, pois as crianças com síndrome de Down ou não precisam imaginar e criar o seu mundo de fantasia e o mundo da criança é recheado de fadas, duendes e outras imaginações fantásticas, e é isso que lhe dá felicidade e prazer em crescer.
Se perceberem que uma criança fala com alguém invisível ou com o coelhinho de pelúcia que ganhou na Páscoa, escutem a conversa, e aprendam a estimar essas personagens do "faz de conta" dos seus filhos.
Dos dois anos aos quatro de idade as crianças vivem uma das fases da vida que se apresenta cheia de encantos. Todos os dias nos surpreendem com novas conquistas, novas proezas. E é também a idade da entrada nas nossas casas dos amigos imaginários.
Muitos pais já devem ter sido confrontados com a obrigação de mudar de cadeira à mesa, porque naquele lugar vai se sentar o amiguinho Zezinho, um amiguinho imaginário do filho ou filha. Outros pais se depararam com uma criança que interage animadamente com um objeto como, por exemplo, o travesseiro que usaram quando eram bebês, ou mesmo uma fralda, um cobertor da sua vida de berço, ou qualquer outra coisa. São as brincadeiras de “faz de conta”. Elas também ajudam a antecipar os acontecimentos, por exemplo brincar de dormir, para conseguirem dormir bem, brincarem de papai e mamãe, para depois elaborarem a vida familiar, a sexualidade e assim por diante.
Os amigos imaginários podem surgir de dois modos: amigos invisíveis (que ninguém pode ver) e, objetos personificados (com os quais a criança interage como se fossem humanos). Um amigo imaginário pode ser qualquer coisa, e até não ser nada de concreto - simplesmente estar ali, para a criança e os personificados são aqueles que geralmente falamos que são os “anjinhos”, protetores da criança. Não importa aqui as explicações místicas, religiosas ou metafísicas para estas relações infantis, manteremos o foco é no respeito e na maneira com que esta criança se relaciona e interage com o amigo imaginário e o que está conversando com ele: são aspectos saudáveis ou são aspectos que estão adoecendo a criança? está afastando-a da realidade? está colocando-a em risco?, etc. Estes dados que precisam ser observados e considerados pelos pais para depois tomarem alguma atitude, se for necessário.
Existem crianças que brincam com personagens que só existem na sua cabeça. O "fazer de conta" permite à criança sentir-se como dona da situação, pois ela é que dá ordens ao amigo invisível, ser por uma vez o responsável, ou chefe: ela pode ensinar, falar, mandar nos seus amigos imaginários de uma maneira impensável, em relação aos seus amigos de carne e osso, ou aos membros da sua família.
Apesar de alguns pais ficarem algumas vezes perplexos perante tal fato, isto pode ser um modo positivo e criativo que a criança arranjou para lidar com o seu mundo de sonho e fantasia, podendo estar sozinha ou não. Na maioria dos casos, trata-se de um recurso valioso para a criança e importante para o seu desenvolvimento, quando surge de modo natural, servindo como fator compensatório.
Os pais e os cuidadores precisam compreender que as crianças com síndrome de Down, tiram uma vantagem deste momento. Há um desempenho importante no papel do desenvolvimento cognitivo e as ajudam a coordenar suas ações, pensamentos; parece ser um importante instrumento para adquirir novas habilidades e alcançar níveis superiores de pensamentos.
Um amigo imaginário tem muitas vantagens. É alguém que está sempre disponível para brincar, que gosta de todas as idéias da criança, que coopera e que nunca lhe tira os brinquedos. Por outro lado, estes amigos também são freqüentemente usados para a criança se livrar de sentimentos negativos, e lidar com eles, ou para atirar as culpas de algum erro para cima deles.
Mas porque é que as crianças arranjam este tipo de amigos?
As crianças começam a brincar de "era uma vez" ou "faz de conta" desde muito cedo, por volta dos dois anos. E fazem-no repetidamente, imitando frases e atitudes dos adultos. Inicia-se assim um ritual. De certa maneira, nesse novo contexto, no qual surge o amigo imaginário, a criança controla os acontecimentos, sentindo-se importante e especial, sensação esta que pode não encontrar na sua vida familiar, ou na escolar, ou social.
Este tipo de "amigo invisível", ou "imaginário" ajuda as crianças a lidarem com as ansiedades normais do seu crescimento. Pode ser uma grande ajuda, desde que não se ultrapassem certos limites.
Há vários fatores que podem influenciar o aparecimento destes "amigos imaginários". Eles podem aparecer quando a criança passa por momentos de estresse ou de ansiedade, como por exemplo, quando um amigo muda de escola, falecimento de um ente da família, separação dos pais, ou vai morar em outra cidade, e então a criança pode substituí-lo por um amigo imaginário.
Numa situação aonde a criança sinta saudade de um ser querido, poderá substituí-lo, durante algum tempo, por um amigo imaginário, que contribuirá para que a angústia da separação não seja tão brusca e traumática, deixando que o tempo faça o resto.
Os "amigos invisíveis", ou "imaginários" também ajudam a criança a lidar com a solidão. O "amigo", ou um objeto de conforto, ajuda à criança a fazer face quando sente os medos infantis, que são as situações que mais angustiam a criança, como o escuro, a solidão, o abandono. Nessas situações, este amigo lhe faz companhia, preenchendo um pouco o vazio que se instala na vida infantil, reduzindo a ansiedade. Assim, pode fazer com que não perca o controle, uma vez que vai conversando com o amigo e ouvindo a sua própria voz, a qual, entre outras coisas, o acalma. Estes amigos servem, ainda, para a descarga das emoções contidas, que as crianças não conseguem canalizar adequadamente.
No caso das crianças com síndrome de Down, pouco a pouco o solilóquio se vai interiorizando pela idade da criança e transformando-se em pensamentos a nível superior. A experiência nos indica que jovens e adultos com síndrome de Down, mantém solilóquios quando estão se sentindo muito sozinhos e quando atravessam situações novas e dificuldades que não se sentem capazes de resolver. Como são mais sensíveis ao contexto social e muitas vezes apresentam dificuldades em sua expressão de linguagem oral inteligível, encontram um jeito de conversarem sozinhos para expressarem suas frustrações, medos, tristezas e sentimentos que via de regra não conseguem expressar e conversar com as demais pessoas em seu cotidiano. Outro fator associado está ligado aos processos de pensar e falar entre o que é privado e o que é público. Em alguma medida, as crianças e jovens com síndrome de Down tentam elaborar estas dimensões ao conversarem sozinhas. Mas é de grande ajuda quando estas situações possam ser compreendidas e mediadas pelos pais, irmãos, cuidadores ajudando-os a elaborarem suas dificuldades de comunicação acolhendo-os em sua dimensão subjetiva.
Para as crianças, jovens, adultos e idosos com síndrome de Down, falar sozinho pode ser um único entretenimento que dispõem quando estão sozinhos durante longos períodos. Portanto, isso é um fato para que sempre possamos incentivá-los a buscarem convívio social com outras pessoas, atividades variadas e encontrar objetivos prazerosos para suas vidas.
Orientação aos Pais:
Os pais inicialmente não devem dar muita importância a este acontecimento. Se ele persistir até à pré-adolescência então, nesse caso, é interessante consultar um profissional de saúde.
Os pais devem saber que ter "amigos imaginários" é algo perfeitamente comum entre crianças de 3 aos 6 anos de idade.
Os pais devem saber que esta é uma demonstração das capacidades da criança para explorar e expandir a sua imaginação e criatividade.
Os pais devem saber que, muitas vezes, estes amigos são usados para lidar com sentimentos como a raiva ou a inveja.
Os pais devem saber que as crianças podem usar estes amigos para praticarem o que é ser e ter um amigo.
Os pais devem saber que uma das grandes vantagens destes amigos imaginários é que, se os pais ouvirem as conversas das crianças com eles poderão ser capazes de descobrir alguns dos medos das crianças e alguns conflitos.
Os pais devem saber que quando a criança pratica o solilóquio e ficar mais exacerbada devem estar atentos e falar com a criança, acalmando-a.
Os pais devem saber que não vale a pena lutarem contra isto, pois que, não ajuda e pode fazer com que a criança se isole e se sinta diferente, o que não é benéfico.
Comprem brinquedos e materiais versáteis, que possam ser usados de maneiras variadas. Proporcione-lhes material para desenvolverem as suas fantasias. Quando estão brincando de fazer comidinha ou de ser o dono de um mercadinho, precisam ter sacolas e algumas caixas de comida vazias.
Forneça-lhes fita adesiva em quantidade. É indispensável para construir casas com cartões e caixas.
Encoraje-os a brincar com massinha, argila e areia. Estes materiais maleáveis têm um efeito calmante. As crianças podem usá-los todos os dias, de modo diferente, para criarem e controlarem as suas brincadeiras de "faz de conta".
Não controle as brincadeiras, deixe que sejam crianças. Não insista em intervir nas brincadeiras das construções infantis.
Não comprem muitos brinquedos. Comprem-nos com a presença da criança sem impor-lhe o brinquedo. Quando as crianças têm de procurar objetos para as suas brincadeiras, a imaginação voa. Comprem brinquedos em épocas certas, isto é aniversário, dia da criança e festas de fim de ano. O abuso na compra gera consumismo e o valor educativo do brinquedo perde o efeito.
Ensinar a criança a preservar o brinquedo e a tê-los em ordem, arranjando-lhe um local e recipiente apropriado para guarda.
Os pais devem saber que a ajuda de um Psicólogo deve ocorrer quando a criança apenas quer estar sozinhas com seu amigo imaginário, evitando o mínimo contato com os outros; suas conversas com o amigo imaginário são em tom negativo denotando baixa auto-estima, tristeza em destaque para jovens e adultos com síndrome de Down e usualmente as situações do cotidiano são envoltas de conflitos e resistências.

Bibliografia:
Associação Psiquiátrica Americana. Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais (DSM-III-R). São Paulo: Ed. Manole, 1.989.

Associação Psiquiátrica Americana, Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. (DSM-IV). Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.

Arendt, H.. A condição humana. (R. Raposo, Trad.). Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1997.

Assumpção Jr. & Sprovieri, M. H. Deficiência Mental, Família e Sexualidade. São Paulo: Mennon Edições Científicas Ltda, 1993.

Montobbio, E. El viaje del señor Down al mundo de los adultos. Masson y Fundación Catalana Síndrome de Down, Barcelona 1995 ISBN: 84-458-0347-6 ALBA, A., MORENO, F. Discapacidad y mercado de trabajo Gente Interactiva, S.L. Caja Madrid, Obra Social, Madrid 2004. ISBN: 84-609-0079-7 http://www.down21.org/revista/2004/Noviembre/Libros.htmDeus

sábado, 17 de outubro de 2009

UM POUCO DE MEDITAÇÃO!

Olhando as coisas simples

Postado por Paulo Coelho em 16 de outubro de 2009 às 01:41 em sua coluna no portal globo.com


O guerreiro da luz sabe que, como dizem os tibetanos, “não é preciso uma experiência mística para descobrir que o mundo é bom”. Basta perceber as coisas belas e simples a sua volta.
Quando tem medo, o guerreiro concentra-se nos pequenos milagres da vida diária. Se és capaz de ver o que é belo, é porque traz a beleza dentro de si - já que o mundo é um espelho, e devolve a cada homem o reflexo de seu próprio rosto.
Embora conhecendo seus defeitos e limitações, o guerreiro faz o possível para manter o bom-humor nos momentos de crise. Afinal de contas, o mundo está se esforçando para ajudá-lo, mesmo que tudo à sua volta pareça dizer o contrário.

Tenham todos um ótimo final de semana!
Deus

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Texto: Coisa de Formiga.




Deus

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O uso do caderno de Caligrafia


Ao trabalhar com Coordenação Pedagógica no Ensino Fundamental Ciclo II, deparei-me com um situação que tem feito com que eu reflita constantemente sobre o uso do caderno de caligrafia. As queixas levantadas pelos professores em relação a caligrafia de alguns alunos são uma constante. Confesso que o número de alunos com com dificuldade no traçado das letras cresce a cada ano. Alguns casos beiram à total ilegibilidade. Eis que surgiu uma indagação a qual pretendo partilhar com você que lê esta postagem. Até que ponto o uso do caderno de caligrafia deve ser condenado ao total esquecimentos principalmente pelas escolas de ensino fundamental do ciclo I? Será que não há outros mecanismos que possam ser utilizados para dinamizar este trabalho?
De acordo leitura realizada num artigo do site do correio web os especialistas que defendem o caderno de caligrafia ressaltam alguns aspectos que tornam esse tipo de exercício importante. Confira:
- Controle da pressão da mão
- Observação e aprimoramento do traçado
- Diferenciação de letras maiúsculas e minúsculas
- Em casos extremos de ilegibilidade
- Nunca em forma de castigo, punição ou repetição.
A caligrafia, assim como outros exercícios relacionados à coordenação motora fina (que influencia no traçado), é adotada na escola para alunos desde o 1º ano do ensino fundamental. “Muitas escolas construtivistas fecham os olhos para a questão da legibilidade, da limpeza da letra. Isso também é importante. E a caligrafia pode ser utilizada de maneira prazerosa, junto com outros métodos”.Podemos perceber então que é possível sim variar o uso do referido caderno. Os professores podem fazer exercícios que não sejam mecânicos, mas sirvam para o aprimoramento da letra. É preciso que o texto escrito à mão tenha legibilidade para não trazer dúvida ao leitor.
O método também é usado nas escolas da rede Dom Bosco. O objetivo é a melhoria da destreza gráfica, como explica a orientadora educacional Cristiane Silva. “Não acreditamos que resolva a questão de erro de escrita, mas traz legibilidade e organização espacial. A caligrafia deve ser utilizada com os outros métodos que trabalham a coordenação motora”, afirma.
A professora de Pedagogia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Ermelina G. Bontorin Tomacheski ressalta que recentes pesquisas indicam necessidades que surgiram pela falta de um trabalho de caligrafia em algum momento da escolaridade. “O caderno de caligrafia não pode ser totalmente condenado. Não é necessário submeter a criança ao trabalho penoso, sem sentido e no início da alfabetização. Mas depois dessa fase é bom como um exercício de aprimoramento da escrita. Por mais que a tecnologia facilite esse processo, em algum momento da vida, as pessoas irão ter de escrever nem que seja um bilhete à mão”, diz.
Ermelina acredita que se a caligrafia carregar o significado de prazer, da manutenção de um caderno bonito, desenhado, pode ser produtiva. “A questão não é ter letra bonita ou feia, mas sempre existe o aspecto legível, que é importante. Sem contar que a letra também é um reflexo da personalidade e da liberdade de expressão. Ou seja, cada um vai desenvolver seu próprio estilo”, diz.
Ressalto que não concordo com o uso da caligrafia na Educação Infantil. Pois o uso desse tipo de caderno no momento em que a criança está iniciando o traçado das letras limita a escrita. Até o 1º ano do Ensino Fundamental as crianças escrevem em a caixa alta (ou letra de forma) como maneira de expressão.
Algumas dicas simples podem ajudar. Uma delas é especialmente importante. Antes de entregar um caderno de caligrafia para a criança, os pais devem avaliar se o problema a letra malfeita vai além da preguiça ou do desleixo. A psicóloga e pedagoga Cássia Maria Ramalho Salim explica que problemas motores e psicológicos podem influenciar no formato da letra. Nesse casos, o ideal é aliar a caligrafia com atividades manuais e acompanhamento psicológico. ‘‘Caso contrário, a criança pode ficar com a auto-estima ainda mais baixa por causa da exigência dos pais em ver os filhos escrevendo rebuscado’’, alerta Cássia. Segundo ela, esse é um dos problemas mais comuns nos consultórios. Frustrados com as próprias letras, os pais acabam por fazer questão que a criança escreva perfeitamente. ‘‘É preciso entender que cada um tem seu estilo próprio. Ninguém pode ser obrigado a desenhar em vez de escrever’’, explica Cássia.
É isto ai caro leitor, espero contar com sua contribuição nos comentários. Desta forma poderemos dar vazão a uma discussão democrática sobre este tema.
CLIQUE AQUI e tenha acesso a uma versão de caligrafia com pequenos textos.
FONTES NORTEADORAS DE PESQUISA:

http://www2.correioweb.com.br/cw/2002-02-21/mat_33356.htm
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/ensino/conteudo.phtml?tl=1&id=840715&tit=Sinonimo-de-castigo-caderno-de-caligrafia-ainda-tem-seu-uso





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