O uso do caderno de Caligrafia


Ao trabalhar com Coordenação Pedagógica no Ensino Fundamental Ciclo II, deparei-me com um situação que tem feito com que eu reflita constantemente sobre o uso do caderno de caligrafia. As queixas levantadas pelos professores em relação a caligrafia de alguns alunos são uma constante. Confesso que o número de alunos com com dificuldade no traçado das letras cresce a cada ano. Alguns casos beiram à total ilegibilidade. Eis que surgiu uma indagação a qual pretendo partilhar com você que lê esta postagem. Até que ponto o uso do caderno de caligrafia deve ser condenado ao total esquecimentos principalmente pelas escolas de ensino fundamental do ciclo I? Será que não há outros mecanismos que possam ser utilizados para dinamizar este trabalho?
De acordo leitura realizada num artigo do site do correio web os especialistas que defendem o caderno de caligrafia ressaltam alguns aspectos que tornam esse tipo de exercício importante. Confira:
- Controle da pressão da mão
- Observação e aprimoramento do traçado
- Diferenciação de letras maiúsculas e minúsculas
- Em casos extremos de ilegibilidade
- Nunca em forma de castigo, punição ou repetição.
A caligrafia, assim como outros exercícios relacionados à coordenação motora fina (que influencia no traçado), é adotada na escola para alunos desde o 1º ano do ensino fundamental. “Muitas escolas construtivistas fecham os olhos para a questão da legibilidade, da limpeza da letra. Isso também é importante. E a caligrafia pode ser utilizada de maneira prazerosa, junto com outros métodos”.Podemos perceber então que é possível sim variar o uso do referido caderno. Os professores podem fazer exercícios que não sejam mecânicos, mas sirvam para o aprimoramento da letra. É preciso que o texto escrito à mão tenha legibilidade para não trazer dúvida ao leitor.
O método também é usado nas escolas da rede Dom Bosco. O objetivo é a melhoria da destreza gráfica, como explica a orientadora educacional Cristiane Silva. “Não acreditamos que resolva a questão de erro de escrita, mas traz legibilidade e organização espacial. A caligrafia deve ser utilizada com os outros métodos que trabalham a coordenação motora”, afirma.
A professora de Pedagogia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Ermelina G. Bontorin Tomacheski ressalta que recentes pesquisas indicam necessidades que surgiram pela falta de um trabalho de caligrafia em algum momento da escolaridade. “O caderno de caligrafia não pode ser totalmente condenado. Não é necessário submeter a criança ao trabalho penoso, sem sentido e no início da alfabetização. Mas depois dessa fase é bom como um exercício de aprimoramento da escrita. Por mais que a tecnologia facilite esse processo, em algum momento da vida, as pessoas irão ter de escrever nem que seja um bilhete à mão”, diz.
Ermelina acredita que se a caligrafia carregar o significado de prazer, da manutenção de um caderno bonito, desenhado, pode ser produtiva. “A questão não é ter letra bonita ou feia, mas sempre existe o aspecto legível, que é importante. Sem contar que a letra também é um reflexo da personalidade e da liberdade de expressão. Ou seja, cada um vai desenvolver seu próprio estilo”, diz.
Ressalto que não concordo com o uso da caligrafia na Educação Infantil. Pois o uso desse tipo de caderno no momento em que a criança está iniciando o traçado das letras limita a escrita. Até o 1º ano do Ensino Fundamental as crianças escrevem em a caixa alta (ou letra de forma) como maneira de expressão.
Algumas dicas simples podem ajudar. Uma delas é especialmente importante. Antes de entregar um caderno de caligrafia para a criança, os pais devem avaliar se o problema a letra malfeita vai além da preguiça ou do desleixo. A psicóloga e pedagoga Cássia Maria Ramalho Salim explica que problemas motores e psicológicos podem influenciar no formato da letra. Nesse casos, o ideal é aliar a caligrafia com atividades manuais e acompanhamento psicológico. ‘‘Caso contrário, a criança pode ficar com a auto-estima ainda mais baixa por causa da exigência dos pais em ver os filhos escrevendo rebuscado’’, alerta Cássia. Segundo ela, esse é um dos problemas mais comuns nos consultórios. Frustrados com as próprias letras, os pais acabam por fazer questão que a criança escreva perfeitamente. ‘‘É preciso entender que cada um tem seu estilo próprio. Ninguém pode ser obrigado a desenhar em vez de escrever’’, explica Cássia.
É isto ai caro leitor, espero contar com sua contribuição nos comentários. Desta forma poderemos dar vazão a uma discussão democrática sobre este tema.
CLIQUE AQUI e tenha acesso a uma versão de caligrafia com pequenos textos.
FONTES NORTEADORAS DE PESQUISA:

http://www2.correioweb.com.br/cw/2002-02-21/mat_33356.htm
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/ensino/conteudo.phtml?tl=1&id=840715&tit=Sinonimo-de-castigo-caderno-de-caligrafia-ainda-tem-seu-uso





Deus

4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Gostei do artigo em suas argumentaçoes. Sou favoravel ao uso desse caderno.
    Um abraço.
    Leyla

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  3. oi,visitei o seu blog,está bem interessante,sucessos!

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  4. Concordo com as suas colocações e esclarecimentos aqui ressaltadas sobre o uso do caderno de caligrafia.

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