ELEMENTO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO NO ENSINO FUNDAMENTAL

8º ELEMENTO DO PPP


A FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS DA INSTITUIÇÃO


O Art. 62 da LDB, determina que “o professor para atuar no Ensino Fundamental deverá ter a formação em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena em instituições de ensino superior admitida como formação mínima à oferecida em nível médio na modalidade normal”

Se a formação prévia adequada é imprescindível à competência profissional daqueles que atuam nas escolas de ensino fundamental, a formação continuada é essencial para o seu crescimento constante como profissionais como cidadãos e como pessoas. Assim, a formação continuada constitui um dos aspectos fundamentais da valorização dos profissionais da educação, conforme o art. 67 da LDB o qual determina que os sistemas de ensino devem assegurar no magistério publico: “... aperfeiçoamento profissional continuada, inclusive com recenseamento remunerado para este fim;... progressão funcional baseado na titulação ou habilitação e na avaliação do desempenho; período reservado a estudos, planejamento e avaliação incluído na carga horária de trabalho...”


Visando subsidiar a elaboração do item “ formação continuada dos profissionais no PPP sugerimos que sejam consideradas as seguintes questões:

Que princípios, objetivos e estratégias a escola define para formação continuada dos seus profissionais? Como justifica essas opções?

As ações de formação continuada são coerentes com as concepções e práticas explicitadas no PPP?

Como são tomadas as decisões sobre a formação continuada? Quem participa das decisões? Há participação dos profissionais?

Como os programas/ ações de formação se encaixam no cotidiano escolar? Como podem se tornar realmente significativos neste contexto?

As estratégias utilizadas e o clima estabelecido nas ações de formação possibilitam a reflexão sobre a prática de cada profissional?

As condições estabelecidas na instituição propiciam abertura para troca de experiências e a discussão das concepções dos profissionais sobre a criança e seu desenvolvimento e as práticas pedagógicas?

Há um ambiente propício na instituição para discussões?

Há um apoio mutuo entre os profissionais vidando compartilhar novos entendimentos e soluções para os problemas encontrados?

São previstos mecanismos de socialização e experiências adquiridos pelos profissionais que participam de cursos e seminários externos?

A escola assegura um horário para reuniões e outras atividades que propiciem a formação continuada dos profissionais, sem prejuízo das atividades com as crianças?

Que iniciativas são tomadas pela escola para promover a ampliação do universo cultural de seus profissionais?

Há avaliações na Instituição sobre a adequação dos processos de formação continuada e os resultados alcançados? Essas avaliações são realizadas com os profissionais?

As ações de formação contribuem efetivamente para os processos de elaboração, implementação e avaliação do PPP?


A postura dos educadores, neste momento é demasiadamente necessária e importante para que sabiamente proporcionem em seus Projetos Políticos Pedagógicos situações que venham enfatizar as leis de equilibração, para que o aluno amplie seus conhecimentos através de reflexões que o leve a desequilibrar suas verdades atuais e que a partir daí, formule novas hipóteses, descubra, assimile e acomode novas verdades equilibrando dessa forma seu novo conhecimento por ele construído. A Educação deve, pois, adaptar-se constantemente em transformações da sociedade sem deixar de transmitir as aquisições e saberes básicos, frutos da experiência humana. É necessário que a partir de agora todos os envolvidos numa nova proposta, visem medidas pedagógicas eficazes, tendo em vista a melhoria da qualidade da educação.


Deus

COMO ELABORAR UM PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

7º ELEMENTO DO PPP

A AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL

A avaliação em sua dimensão institucional é uma oportunidade para as instituições de Ensino Fundamentall rever seus valores e construírem bases para a evolução constante dos trabalhos desenvolvidos. Todos os aspectos que constituem e contextualizam os serviços da Educação Fundamental são passíveis de ser avaliados: a rotina diária da instituição; a composição dos grupos de alunos; a participação dos envolvidos e os mecanismos previstos para tal; a organização do tempo; a adequação, organização e utilização do espaço; as interações dos professores com os alunos e seus familiares; as práticas próprias às situações de ingresso de alunos e seus familiares; os materiais lúdicos e pedagógicos; as práticas e normas de segurança; as condições de normas de higiene e saúde; o processo de desenvolvimento e aperfeiçoamento da equipe de trabalho da instituição; e as relações internas e externas. Enfim, a avaliação institucional é, de certa forma, a avaliação do PPP da escola. Uma vez que os aspectos administrativos e tudo o que é definido no regimento devem estar estreitamente relacionados ao PPP da instituição, avaliá-los significa também avaliar a proposta da instituição.

A avaliação institucional é bastante complexa, pois deve levar em conta aspectos organizacionais, materiais e envolver todas as pessoas que participam daquele contexto (professores, pais, pessoal de apoio, coordenador pedagógico, diretor). É importante frisar que esse processo requer o envolvimento de todos esses sujeitos, numa dinâmica de co-responsabilidade, pois implica uma espécie de “balanço crítico” para repensar o que foi proposto e o que está sendo feito. A avaliação envolve um percurso formador, articulando as demandas específicas da instituição, as condições de trabalho dos profissionais e as concepções que norteiam suas práticas.

Enfim, vemos que a avaliação institucional se articula intimamente à gestão democrática e à formação continuada dos envolvidos, justamente por ser um processo de tomada de consciência acerca do trabalho desenvolvido, propiciando o confronto dessa realidade com indicadores de qualidade, no sentido de repensar as condições e formas de organização de todo o trabalho.

O mais importante no que diz respeito à avaliação institucional é a mudança de ênfase que esta propõe: não se avalia única exclusivamente os alunos avalia-se todo o contexto do serviço que a acolhe – e que deixa de acolher outras tantas crianças -, a fim de melhorar a qualidade dos serviços oferecidos e também de ampliar a sua oferta.

Desse modo ao se fazer a explicitação sobre a avaliação institucional, no processo de elaboração do PPP, as escolas devem considerar sua experiência e analisar:

  • Temos na instituição um ambiente propício para a realização da avaliação institucional? O clima de trabalho envolve o apoio mútuo entre os profissionais, visando compartilhar novos entendimentos e soluções para os possíveis problemas encontrados?
  • Como definimos as ações para o processo de avaliação institucional? Quem participa dessas definições? Como é esta participação? Em que momentos ela ocorre? Que referências são utilizadas para esse processo de avaliação?
  • Como organizamos os momentos de tomada de decisão na instituição relativos ao que foi apontado no processo de avaliação institucional?


  • Que estratégias prevemos para a socialização dos resultados da avaliação no contexto da instituição? De que maneira a comunidade tem acesso aos resultados da avaliação institucional realizada?

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